20.6.10

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Pietro Ubaldi, o
Pensador do Terceiro
Milênio, o Apóstolo
de Cristo.




TRECHO DA OBRA CRISTO
DE PIETRO UBALDI

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Se nós não vemos Deus, não é porque Ele se esconda no mistério, mas porque ainda não nos construímos os olhos apropriados para vê-Lo. Mas a evolução, restituindo-nos a vista, nos reconduzirá ao S, oferecendo-nos de novo a visão de Deus. Vive-se então em função de uma outra realidade, de uma outra existência de tipo positivo e não mais negativo, iluminada de conhecimento, de vida e de alegria, e não mergulhada nas trevas, na dor, na morte. Tudo se transforma, então, vivificado por uma divina luz que é potência interior.

Tal visão da presença de Deus não é uma abstração, mas é a percepção de uma realidade viva e positiva. Esta realidade objetiva é o S, cuja percepção se alcança por evolução. Que o S constitui uma realidade objetiva é provado pelo fato de representar a própria meta da evolução. Ora esta é um fenômeno universalmente aceito, que vai da matéria ao espírito, caminho que não pode deixar de ter um ponto de chegada, o qual terá de ser forçosamente o mesmo que o ponto de partida, ou seja, Deus.

Resumindo, esta visão pode ser alcançada por dois caminhos diferentes: 1º) o da compreensão por parte do intelectualmente desenvolvido, da estrutura e funcionamento orgânico do todo, isto é, por meio de um estado de iluminação da mente que atingiu o conhecimento, que, através da obra na qual Deus se expressa, contempla o seu lado espiritual; 2º) o caminho da percepção, por parte do evoluído sensibilizado, da irradiação de positividade e potência criadora e saneadora que emana do centro, Deus, com a imensa e arrastadora onda da vida que tudo investe, sustenta e impele para o bem.

Assim, a visão de Deus pode ser tanto racional (Ciência), como emotiva (Religião). Ela pode ser alcançada pelas vias da mente, como pelas do coração, e pode ser gozada tanto como brilho do intelecto, quanto como alegria de sentimento. Cada um escolhe a via que lhe é mais adequada. Assim o cientista e o místico parecem dois seres opostos visando a trabalhos diversos, quando, na realidade, eles procuram o mesmo Deus que fala a cada um conforme sua diversa forma mental. É natural que Deus possua todos os aspectos e atributos que a nós, situados no relativo, aparecem como diferentes e separados. Mas a visão completa é a do intelecto unido ao sentimento, isto é, a do cientista que também sabe orar e a do místico que também sabe pensar, operando uma análise consciente do seu fenômeno. Dotada desta ambivalência será completa a religião científica do futuro.

Eis que esta visão pode representar um estado de sublimação de todo o ser humano, nos seus dois aspectos fundamentais, dos quais, um racional, emotivamente frio, e o outro incandescente, em êxtase, arrebatado, típico de quem é incendiado pelo esplendor de Deus. Tal visão nos coloca em contato espiritual com o S, o que transfere o nosso método de vida, levando-nos a funcionar na ordem. Isto torna mais leve o nosso fardo de dores que é tanto maior quanto mais se involve, e que é tanto menor a medida que se sobe. Evoluir significa aproximarmo-nos do S, aprender a mover-nos sem provocar, com o erro, o choque da desordem causadora da dor, a qual, não tem mais razão de existir quando tenha cumprido a sua função de ensinar e quando o sujeito tenha aprendido a lição. A visão serve para andar de acordo com Deus, o que, eliminando o mal, resolve o problema da dor.

Assim a visão é alegre, positiva, benéfica. O conhecer a Lei, o senti-la presente, o vivê-la, dá aquele sentido de segurança de quem se apoia sobre o solido, conhece as conseqüências de suas próprias ações e sabe que em cada ocorrência a última palavra pertence sempre a justiça de Deus. Quem conhece a Lei sabe que quem a segue é por ela protegido, que o resultado de seu reto operar é garantido, sabe que o bem é o mais forte e destinado a vencer, seja quem for que o pratique, mesmo se estiver situado no meio do mal do AS. Ele sabe que a dor, enquanto ensina, é um benéfico instrumento de evolução e assim o utiliza para a sua vantagem.