27.6.10

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Pietro Ubaldi, o
Pensador do Terceiro
Milênio, o Apóstolo
de Cristo.




TRECHO DA OBRA AS NOÚRES
DE PIETRO UBALDI

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OS GRANDES INSPIRADOS


Realizei o exame de meu caso em seus mais salientes particulares. É chegado o momento de sair deste caso individual para remontar a uma visão mais vasta do fenômeno, observando os casos de mediunidade inspirativa que a História nos oferece. Semelhanças e pontos de contato permitir-me-ão estabelecer a lei do fenômeno melhor que a observação de um só caso.

No precedente estudo de anatomia psíquica, realizei a vivissecção de minha alma. Era isso necessário para a compreensão de meus escritos mediúnicos, dos quais o presente é o complemento e a continuação lógica. O meu caso mediúnico, porém, se desenvolve sobre a perspectiva grandiosa de muitos casos maiores. Embora distanciados grandemente por importância histórica e potência e não obstante as naturais diferenças dadas pelo temperamento do médium, pela natureza particular das circunstâncias e pelo ambiente imposto ao seu trabalho, todos esses casos têm um fundo único, possuem notas características comuns, que renasceram também no meu caso menor. Isso corrobora minhas afirmações e interpretações do fenômeno com a presente teoria das noúres.

Muitas palavras têm sido usadas para defini-las: inspiração, visão, êxtase, rapto dos sentidos, intuição, mediunidade, o demônio, as musas, o espírito, a subconsciência, a superconsciência etc.
O misticismo, as religiões, o espiritismo, a filosofia, a arte, a psicologia, cada atitude do pensamento humano criou sua expressão e observou de um ponto de vista particular o mesmo fenômeno. O místico, o santo, o profeta, o poeta, o artista, o herói, o cientista, o inventor, numa palavra, o gênio, em todas as suas formas, tem vivido igualmente aquele fenômeno.

É um fenômeno próprio dos grandes avançados na evolução, da qual o gênio não é senão o antecipador que agita o archote do espírito no seio de uma triste normalidade. O fenômeno é tão universal e antigo quanto o homem; mais ainda, foi justamente na antiguidade que ele foi mais reverenciado, quando o conhecimento se atingia diretamente por revelação e o método intuitivo e dedutivo, que a racionalidade moderna não mais sabe usar, era muitas vezes o único método de pesquisa para a solução dos problemas e a conquista do saber. A alma humana, então mais virgem, parecia mais próxima das origens, podendo atingi-las diretamente. Hoje o pensamento se encontra decaído, havendo se precipitado profundamente na racionalidade e não sabe reencontrar os princípios. Desses grandes contatos espirituais nasceram as revelações.

Entramos, agora, num mundo maravilhoso. O fenômeno da registação inspirativa não se pode encerrar nos limites de um fenômeno científico; este caso está para a simples captação noúrica como um raio para uma centelha elétrica, pois que o homem é levantado num turbilhão à face de Deus, centro conceptual do universo, que aparece e se revela para assinalar os destinos do mundo.

Se no meu pobre caso, tive de falar em ascensão espiritual e purificação, quais condições de uma sintonização que não pode realizar-se senão por afinidade, a que vórtice de potência se terá realizado a transumanização desses grandes inspirados que chegaram a ler o pensamento de Deus! E aqui se toca o caso limite da humana possibilidade de ascensão. Se a recepção noúrica é fenômeno de elevação humana às altas esferas do superconcebível, a que tensão do ser, a que vertigem de altura, a que vértice de potência terá chegado a alma humana, nesses casos! E como se torna pequenina e inadequada a ciência, com sua análise, em face desses fenômenos que governam a História do mundo!

Diante dos grandes inspirados, desses gigantes que se moveram numa atmosfera de pensamento titânico, em face da potência dessas forças vivas do espírito que descem à Terra para fundir-se na História, para dar o sopro da vida às civilizações e orientar o progresso do mundo, diante das revelações que atingiram, por contato espiritual direto, a verdade das fontes primeiras do pensamento de Deus, em que se transforma a ciência, com seus métodos exteriores, com seus preconceitos inibitórios, com a incerteza de suas dúvidas e de suas hipóteses? Em que se converte, em face desses fenômenos que superam completamente o homem, a pobre ciência humana, perdida nos tortuosos caminhos da análise e que, no entanto, tudo quer julgar e aprisionar na pequenina técnica de sua experimentação? A ciência, com seu método, encerrou-se em limites que ela própria traçou, constringindo-se na incompetência, nestes casos em que no fenômeno atuam fatores transcendentais.

Nesses casos, as noúres conduziram o homem a uma tão grande altura, ao longo das Hierarquias que se elevam e convergem para a Divindade, que o fenômeno já não se pode reduzir a um conceito científico, porque se realiza fora do mundo e de sua ciência.

As religiões, que significam uma orientação dada pelo Alto ao espírito humano para guiá-lo no caminho de suas ascensões, são uma descida do espírito divino através das revelações. No fundo delas, existe uma única religião que caminha e na qual, adaptando-se à psicologia dos povos nas formas do tempo, a idéia de Deus avança. Avança da Atlântida à Índia, ao Egito, à Grécia, ao monoteísmo da intuição de Moisés, imposto ao povo de Israel, a fim de que conservasse a idéia até Cristo, que deveria continuá-la e fecundá-la no Seu Evangelho de amor.

Todos os grandes criadores do pensamento humano atingiram, por inspiração, a mesma fonte única, expressando-a progressivamente sempre mais perfeita: Krisna, Zoroastro, Hermes, Moisés, Buda, Orfeu, Pitágoras, até Cristo, que supera todos. A verdade é uma só. As aproximações humanas é que são diversas, sucessivas, proporcionadas ao progressivo desenvolvimento da evolução psíquica do homem.