21.9.10

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Pietro Ubaldi, o
Pensador do Terceiro
Milênio, o Apóstolo
de Cristo.




Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010



MINHA IMPARCIALIDADE

Pietro Ubaldi






O homem civilizado procura encontrar os pontos de concórdia para colaborar, ajudando-se uns aos outros, e não os pontos de antagonismo para a luta e esmagamento recíproco. Dizemos civilizado porque só esse tipo de homem deverá fazer parte da nova humanidade que está surgindo, a qual será constituída, não por uma alcatéia, mas por uma coletividade social unida, em orgânica colaboração. Esse novo mundo, que amanhã será melhor, é o que mais nos interessa; um mundo de compreensão e de colaboração recíprocas; o mundo do "ama o teu próximo como a ti mesmo". Assim, com tudo podemos concordar, menos com essa vontade de não concordar. Não condenamos ninguém por isso, porque esse método corresponde a uma lei pertencente a um dado plano de vida. Não se deve considerar maldade, nem chamar de mau o indivíduo que comete erros por não ter compreendido e não sabe fazer melhor, porquanto não é ainda suficientemente evoluído.

Uma vez expliquei a alguém o meu ponto de vista de imparcialidade e universalidade. Sua face iluminou-se e, de súbito, respondeu: "compreendo, trata-se de um novo partido: o dos imparciais e universalistas". Este fato mostrou-me como a forma mental comum não consegue conceber coisa alguma se não for contida dentro dos limites do relativo, isto é, dum grupo particular separado dos outros e, logicamente, em luta entre si.

Colocada perante a idéia de universalidade, essa forma mental não consegue concebê-la senão na forma de um imperialismo, sendo todos submetidos a um poder central. Eis como se encontra o mundo e o que vemos na Terra.

Quando cheguei ao Brasil a convite de um desses grupos, outro grupo levantou-se contra mim, dizendo ter chegado um enviado de Satanás. E quando sustentei algumas teorias deste outro grupo, fui censurado pelo que me havia convidado. Assim acontece sempre, porque se trata de um mesmo tipo de homem, possuindo uma só forma mental, que o leva a proceder sempre de igual maneira, isto é, com condenações e anátemas, pertença ele a qualquer tipo de agrupamento.

Desse modo, nascem os mal-entendidos. O meu trabalho não é o que todos quereriam, de oferecer-me como um seguidor a mais para engrossar as fileiras desse ou daquele grupo, mas é o de fazer pesquisas para resolver problemas ainda não resolvidos, esclarecer dúvidas, compreender mistérios, responder perguntas a que as religiões, as doutrinas e as filosofias ainda não deram resposta. A busca de adeptos e seguidores, objetivo do imperialismo religioso, não me interessa e não faz parte do meu trabalho. Falo bem claro: não quero de maneira nenhuma chefiar coisa alguma na Terra; não quero conquistar poder algum neste mundo. Não há, assim, qualquer razão para rivalidades. O que almejo é só utilizar esta minha condenação de viver neste baixo nível de vida, para ajudar os outros a elevarem-se a um nível espiritual mais alto.

Se me fosse permitido, só uma vez, ser egoísta, o meu único desejo seria o de ir embora, fugindo para bem longe deste mundo e não voltar mais. Por isso, as lutas pelas conquistas humanas, que tanto interessam aos meus semelhantes, não têm sentido para mim e, achando-as cansativas, não cuido delas. As minhas lutas dirigem-se para objetivos totalmente diferentes.

É necessário explicar tudo isso, para que meu trabalho seja compreendido. Infelizmente, em nosso mundo estamos acostumados a supor que cada palavra seja uma mentira e julgamos ser astutos quando conseguimos descobrir essa mentira. Suponho ter acontecido isso também a meu respeito. Daí nasceu o mal-entendido, porque neste caso aconteceu o inacreditável, isto é, as minhas palavras eram, na realidade, verdadeiras e não encobriam outras idéias. Devem ser tomadas corretamente, pelo fato de transmitir simplesmente o que dizem, não contendo segundas intenções. Para quem não quer conquistar poderes na Terra, é lógico que o método seja diferente do comum, empregado pelo mundo.